Ainda em terras brasileiras

Em menos de 24hs estaremos embarcando para a nossa grande, enorme, gigantesca aventura. É loucura que não acaba mais! Estamos ansiosos, excitados, apavorados e muito curiosos para saber como será. Temos alguma idéia? Talvez. Nós dois fomos intercambistas, eu ainda morei em NY por um ano quando meu pai foi fazer mestrado e uma tia querida morou nos EUA por muitos anos (proporcionando-me muitas idas). Além disso sempre foi nosso destino favorito. Temos verdadeira paixão por Miami e eu sou aficionada pela Disney. Foram várias férias para aquele país. Mas daí a morar lá como adultos, como pais, como provedores, é um mundão bem distante.

Desta vez vamos de mala e cria mesmo. São 7 malas bem grandes, 1 média, 2 de mão, e 2 carrinhos de bebê (elas não são mais bebês, mas andar por ruas e ruas em Manhattan com elas não dá pra tê-las a pé). Não é muita bagagem se pensarmos que 1 mala é só de brinquedos – tá, os brinquedos lá são bem mais baratos e mais legais, mas achamos que elas precisariam/precisarão de brinquedos já familiares, para não se sentirem tão perdidas – e as outras malas contém todas as roupas e sapatos que nos serão úteis! 7 malas para 4 pessoas com tudo que se tem na vida não é muito, é?

E o que fizemos com o resto? Os móveis e eletrodomésticos foram todos vendidos. Roupas de cama/mesa/banho foram doadas, assim como uns 30% de roupas e sapatos nossos. Coisas de casa/cozinha e brinquedos foram doadas/vendidas/guardadas. É, não conseguimos ser tão desapegados quanto sonhamos, guardamos umas 12 caixas (casa de mami e de sogra) e todos os nossos quadros. E não foi nada fácil se desfazer de uma casa inteira. Imaginem-se pegando TODOS os itens da sua casa e separando-os em cinco categorias:

  1. levar pros EUA
  2. guardar em caixa
  3. doar
  4. vender
  5. jogar fora

É muito, muito complexo, acredite. E não somos acumuladores. Eu sou “descolada” porque já me mudei muito (um total de 23 casas) e só morávamos na última há 17 meses, ou seja, nem tivemos tempo pra entulhar a casa! Mas foi um processo demorado, cansativo e que teve como ponto positivo (brincando de Pollyanna e vendo o lado bom de tudo) nós não termos tempo para pensar que estava chegando o grande dia, não ficamos ansiosos com a ida até acabarmos com as coisas da casa e devolvermos o imóvel.

E as meninas? As duas se comportaram maravilhosamente bem, impressionante. Não reclamaram uma única vez da limpa que fazíamos em seus brinquedos. Se desfizeram de itens emocionalmente valiosos, como o Jeep elétrico que elas adoravam e fizeram até um último passeio, ou a mesinha de pintura usada diariamente. Viram as pessoas indo embora com suas coisas e até ajudaram a carregar. Para não dizer que não reclamaram de nada, a Marina pediu para que eu não desse um banquinho que elas usavam para escovar os dentes (e não demos, está na minha sogra) e elas se apegaram terrivelmente a uma única boneca. Só. E só se irritaram e se cansaram da casa sendo depenada aos poucos – a medida que íamos vendendo os móveis – quando a Net foi desligada, ou seja, 2 horas antes de esvaziarmos a casa por completo.

Mas, desde então, elas têm sentido. Elas já não têm mais casa, sabem que se mudarão para os Estados Unidos, que verão neve, que todo mundo fala inglês, que terão lojas de brinquedo maravilhosas perto de casa e que ficarão longe de todo mundo. Então elas se expressam como sabem: chorando. As duas, que são super tranquilas em termos de choro, andam bem sensíveis. A Marina está mais passional do que nunca. Fica muito excitada e muito brava. E muda de um comportamento a outro em minutos. A Lia chora. Chora porque levantou uma pelinha no dedinho, chora porque ela quer chupar o terceiro pirulito seguido. Chora. E nós tentamos nos munir de muita paciência, sabendo que elas estão inseguras, ansiosas, com medo. Mas, infelizmente, nem sempre temos a paciência que gostaríamos porque, nós também, estamos um pouco assim.

Abaixo fotos da ida de alguns móveis/roupas e das meninas na casa quase vazia!

A primeira cama de solteiro

Parte da doação

Os sofás indo embora

A geladeira que foi pra mami

Os quadros que guardamos

Brincadeira na sala

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16 pensamentos sobre “Ainda em terras brasileiras

  1. Queridos, que essa nova “aventura” seja tão cheia de luz, alegria e amor como nós viemos acompanhando ao longo de todos esses anos, mesmo de longe. Saber que coloquei um “dedinho” em uma parede que ficou para trás me deixa feliz. Participei em algum momento desse trajeto das duas princesas que aprendemos amar vendo-as crescer. Que suas vidas continuem assim iluminadas e que continuem assim, iluminando-nos com notícias e fotos. Boa Sorte!

    • Kei! Claro q vc faz parte da história das meninas! Vc deu graça a dois quartos da Lia! E nunca me esquecerei disso!
      Espero q curta acompanhar-nos nessa loucura! E quando vier aqui, me avise para nos encontrarmos!
      Beijos

    • Cleo e Taís!
      Obrigada pelo carinho e pela torcida!
      Espero q curtam acompanhar nossa aventura!
      Já tô me programando p ver o musical da Broadway, Let it be! Deve ser super legal, né?
      Beijos

      • Quando for, me conta… Fico impressionado com a coragem de vocês, mas feliz por irem atrás de seus sonhos! Esse é o sentido da vida, Boa Sorte!

  2. Amiga! Amei o blog novo! Espero visitar, curtir e comentar sempre. Bom demais ter notícias de vcs… Mais uma vez, Boa sorte! Muitas alegrias e realizações!

    • Amiga querida, ainda não achamos sua próxima hospedaria! Rs Continuarei dando notícias por aqui, mas vc tb n deixe de me escrever! Beijos com carinho

  3. Adorei essa idéia do blog, cunhadíssima! Espero encontrá-los muito bem já em terras estrangeiras. Dê notícias assim que puder! Beijos

    • Cunhadaaaaa! Estamos tentando fazer dar certo e, tenho certeza, conseguiremos em breve! Rs
      Pode deixar q continuarei dando notícia!
      Beijos beijos

  4. Que delícia que farão essa aventura, Flavia! Com certeza essa é a palavra que melhor descreve uma mudança desse tipo e esse é o espírito que tem que ter para superar as dificuldades. Lendo seu post me lembrei da maratona que é!
    Mas apesar do cansaço eu gostei do desapego, dá uma sensação de liberdade muito boa. Hj me perguntam o que faria com as minhas coisas se precisasse voltar e a resposta é fácil: vendo tudo, oras…Deixei algumas coisas mais sentimentais espalhadas também, e aos poucos vou trazendo.
    O misto de emoções é natural, mas essas meninas são aventureiras e pelo visto guerreiras. As crianças se adaptam que é uma maravilha e logo estarão falando inglês, enturmadas com os novos amigos, uma beleza.
    Tudo de bom e beijos para todos!

    • Fabiiiii! Pensei taaaanto em vc quando estava me desfazendo de tudo, até comentei com mami! Tb achei uma sensação boa, after all. Só achei estranho, nunca tinha vendido nada meu! Rs
      Mas é mesmo uma aventura e eu costumo adorá-las! Tenho certeza que já na próxima semana estaremos rindo disso tudo!! Só tá sendo difícil esse comecinho!
      Obrigada pela força e carinho!
      Beijooo

  5. Flavinha, já salvei o seu blog no meu “favoritos”. Quero acompanhar essa sua jornada com as pequenas pq quem sabe tmb farei uma aventura como essa com o Marco e meu Danilo. Beijos e muito sucesso!
    Melina

    • Melina! É super hiper mega trabalhoso, mas é muito legal! Se vcs têm vontade eu dou a maior força! Se precisar de qq ajuda, me fale! E espero que meus posts te animem! (Espero também que esse trabalhão todo seja só no começo!) Beijos em vc e no Danilo lindo

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