Por elas, para elas

A nossa maior preocupação em mudar pros EUA sempre foi a adaptação das meninas e o que isso poderia trazer pra vida delas, como já falei em outro post. Por isso buscamos, incansavelmente, fazer desta uma experiência positiva. (Obviamente, poucos são os pais que buscam sofrimento para suas crias!) O que quero dizer com isso?

Muitas famílias que conheço não “dão voz” às crianças. Muitos fazem o que querem e “encaixam” os filhos na programação. E, quando os filhos não ficam bem acomodados, “danem-se, eles sobreviverão”. Sim, sobreviverão. Mas prefiro que minhas filhas vivam intensamente em vez de, somente, sobreviver. E, na grande maioria das vezes nós é que “nos encaixamos” na programação que julgamos ideal para elas.

Aqui a idéia era que fossem para a escola somente em janeiro, mas como elas andam sentindo falta de outras crianças pensamos em adiantar o processo.

Primeiro fui conhecer uma escola. Linda e carérrima. Ok. Fomos então fazer uma aula experimental de ballet (a Lia fez um semestre em Bauru e as duas amam dançar e sonham em ser bailarinas). A escola é russa, professores russsos, tudo super legal e profissional. Aulas só 1x/semana (achei pouco porque eu queria, principalmente, contato delas com outras crianças). Mas fomos. Elas amaram a idéia. Amaram chegar lá e brincar. Amaram quase a aula inteira. Marina perdeu interesse com uns 25 minutos e Lia com uns 35. A aula é de 45 minutos. Tem o fato delas não entenderem, claro, mas talvez seja menos lúdica e mais séria do que deveria. Não sei dizer. Sei que saímos de lá e ambas disseram que não querem fazer mais. Ó dia, ó céus, ó raios!

Hoje então fui conhecer outra pré-escola. Linda, fofa, salas enormes, tudo de primeira. Fiquei babando. Mas a baba congelou no meio do caminho quando ouvi o preço. Putz! Dureza é phoda! Pra Lia é usd$875/mês e para a Marina usd$600! Lembremos que só 3x/semana! Mamãe voltou murchinha pra casa…

Continuarei buscando outras escolas, mas a idéia delas ficarem em casa até janeiro está mais atraente. Agora tenho falado bastante em inglês com elas e elas já entendem mais e sempre se arriscam a falar! Duas fofas!

Agora estou muito mal impressionada com a grade curricular das aulas aqui! A Lia já escreve o nome dela desde o começo do ano (nem todos da sala dela escreviam, mas estavam todos aprendendo) e aqui a previsão para ela saber é maio/junho de 2014! Quero dizer, é a previsão para todos os alunos que farão cinco anos até outubro/14. Como assim? Sabe o que mais eles aprenderão até essa data? Se despirem e se vestirem sozinhos! O que? A Lia já faz isso há meses! E aprender formas de coração e diamante? Só em fevereiro/março de 2014! Sério, eu sempre soube que o ensino no segundo grau é bem mais fraco, vivi isso por dois anos, mas não imaginei que fosse fraco desde o começo da vida escolar!

Não pensem que acho que escola para essa idade tem que ser rígida e exigente. Não, tem que fazer tudo brincando. E ela aprendeu tudo isso brincando! Outra coisa, numa aula de 9 às 15hs, a Lia teria 1h de soneca e a Marina 2hs! Gente, é raríssimo elas dormirem durante o dia! Na cama eu garanto que nunca, quando acontece é no carro balançando! Elas já não passaram dessa fase de dormir na escola? Nem na turma da Marina em Bauru tinha hora do sono! Eu, hein?!

Enfim, mesmo assim adoraria poder bancar a melhor escola para elas agora, mas não sabemos ainda. Queria que elas fossem para aprender o inglês rapidamente e para socializar! Sempre fui super favorável a criança ir para a escola, elas vão desde 1 ano de idade mesmo sem eu estar trabalhando. Mas as circunstâncias mudaram, nota-se! Rs Assim que definirmos conto para vocês!

Fotos: hoje, novamente, do celular! Ballet, depois teve Chuck E. Cheese’s (uma lanchonete que tem milhares de brinquedos pra crianças, fechada, segura, climatizada e comida gostosinha, além de bom preço – temo ter encontrado nosso ponto semanal) e a Marina linda hoje na porta dos Correios!

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10 pensamentos sobre “Por elas, para elas

  1. Faiá, o post tem tudo a ver. Acho que em qualquer cultura criança aprende muito com as outras crianças. Sem dúvida é uma pena elas ficarem só com os pais novamente. Mas a escola tem que agradar também as expectativas dos pais. A experiência fora da nossa cultura deve ser de fato diversa e quanto ao aprendizado acho que no Brasil as crianças aprendem tudo com certa facilidade e desenvoltura e até por conta do contato social. Não faço ideia nos EUA. como é, mas aqui na Alemanha as crianças mal se olham. No começo ficava angustiada, mas depois acabei encontrando a turma certa para ajudar a Be a se soltar como uma baianinha 😊. Gente eu torço por vocês a cada dia. Beijão

    • Li! Tomara q eu tb encontre uma escolinha legal e menos fria (aqui parece q as crianças interagem verbalmente, mas ninguém se encosta)! N é fácil, né? Ainda mais pq eu adorava a escola de Bauru! Mas não desisti e espero q elas comecem a escola até dia 1/10!

  2. Estranho constatar que nos EUA a escola é mais “lenta” nos ensinamentos.Sempre foi assim! Nosso currículo é diferente e temos a sensação de andar para trás .Como o resultado no final não é ruim, há que se dar crédito a cultura alheia .Eles devem ter lá suas razões para funcionar dessa maneira.
    Não desanime! Vocês vão encontrar a escola adequada tanto ao bolso quanto às atividades para as meninas.O ballet deveria ser lúdico mas, russo não brinca em serviço e deve querer formar novas bailarinas para o Bolshói!! Muita disciplina desde cedo!! Talvez você tenha que achar um meio termo para provocar o interesse das meninas . O fato é que sua proposta para adaptação das meninas requer tempo e paciência da sua parte até achar o lugar que transmita segurança.”take your time””!
    Minha amiga ,apressada em colocar a filha na escola, descobriu depois de um mês que a menina aprendia mais alemão que inglês!!!!!a idéia não era bem essa!!rsrsrs..

    • Betty! A grade curricular não me preocupa, só achei curioso ser tão diferente. Eu n tenho pressa delas aprenderem nada, gosto apenas da curiosidade aguçada e vontade de aprender (como a Lia escrevendo)! Acho que achei uma escola legal e espero que elas comecem na próxima semana. Sem dúvida vários posts ainda virão sobre o assunto! Rs
      Beijos

  3. que gostosura essas bailarinas! e as fotos continuam ótimas, mesmo sendo do celular. acho que o wordpress que está se entendendo melhor comigo hehehe

  4. Escola aqui nos EUA é cara mesmo , desanima qualquer pai rsrsrs Como vc eu também queria muito que a Sofia tivesse contato com outras crianças. Ano passado cheguei a colocá -la por um período na creche ,mas acabei desistindo , pois não só o preço é caro , mas num periodo de 15 dias Sofia ficou doente 2 vezes. A solução que eu achei foi fazer um plano familiar na Ymca. Não só me beneficiou como eles tem um programa chamado child watch em que enquanto vc está fazendo alguma atividade , as crianças tem essa salinha em que brincam com outras crianças. Como agora começa esfriar e brincar em parquinho vai ficar mais esporadico , foi uma boa alternativa para nós. Espero que vc encontre a escola que agrede não só vcs como a elas também. Bjs e Boa Sorte.

    • Cris! Minha cidade é mínima e elitizada! Rs Não tem Y! O mais perto é a umas 20 milhas daqui! E tem esse pgm q vc falou, tem também daycare (caro como qq escolinha). Mas acho q achei uma escola pra 2x/semana! Tentarei semana q vem! Depois conto aqui como foi!
      Beijos e adoooooro suas dicas

  5. As bailarinas mais fofas do mundo da dança. Flavinha, a cada publicação você posta quase sempre uma nova surpresa, seja nos passeios, nos parquinhos, nas lojas, supermercados etc. Já já leremos sobre a nova escola das meninas. Siga seu instinto. Ninguém mais gabaritado para saber o melhor para a cria que a própria mãe. Você encontrará a escola ideal para elas. Confesso que também achei estranho o ensino “fraco” norte americano. Toma Tio Sam distraído, rs! Bjão

  6. Sabe que eu tenho varios posts na pasta de rascunho sobre esse topico “encaixar o filho na vida dos pais e nao o contrario”? Eh um assunto que muito me incomoda, nao pelo fato de alguns pais encaixarem os filhos na rotina deles, mas porque ja fui muito criticada por viver meio que em funcao das minhas meninas (claro que dentro da normalidade). Enfim… Ouvi no radio essa semana que estudos dizem que crianca so deveria comecar a ir a escola para aprender letras, numeros, ler e talz depois dos 6 anos!! Aqui na Inglaterra e obrigatorio a partir dos 5, mas a partir dos 4 eh opcional. Mesmo assim, as creches comecam a ensinar alfabeto e talz a partir dos 4. Acho que como a Betty falou ai em cima, de certa forma o ensino dai da certo, ne? :-/ Flavinha, tenta pesquisar uns playgroups por ai. Aqui tem uns grupos independentes que usam espacos como igrejas para fazer atividades para criancas. Nao costuma ser caro, paga-se por sessao, mas eh legal para ter contato com outras criancas. E quem sabe voce nao conhece algumas maes legais com criancas legais e aih formam um grupinho legal pras meninas? As vezes ate a prefeitura local tem grupos assim, amanha mesmo vou num baby sensory group da prefeitura, que eh de graca. Escola realmente eh muito caro – aqui eh ainda mais caro (pagava £750 – $1,200 – para a Laura por 3x na semana, sendo que a partir dos 3 anos eh mais barato) – entao eh legal ver todas as opcoes.

    • Chris!!! Eu n vejo problema em introduzir letras, números, etc, desde que de forma lúdica e que aguce a curiosidade deles. Acho q foi o q aconteceu c a Lia, tudo ela pergunta “o q tá escrito”, ou “como escreve”, e é sem pressão alguma! Acho uma graça!
      O ensino daqui funciona, claro. N me preocupo se é mais forte ou mais fraco q o do Brasil, só achei curioso. O q me preocupa é a frieza e a competitividade dos americanos. E olha q eu sou bem competitiva tb, mas fiquei chocada no ballet eles me informarem q participam de competições. I mean, minhas filhas são pequenas e só querem brincar, calm down! Hehe
      Espero colocá-las na escola na próxima semana, acho q vai ser um alívio p elas, quero dizer, terem contato c crianças e n só comigo e marido!
      Beijoooo

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