Manhê, o Tonico me bateu!

Eu já falei aqui que adoro uma rotina. E adoro mesmo. Fico super incomodada quando não sei bem o que fazer, quando fico muito tempo sem fazer o que quero fazer. E a minha rotina aqui tem sido muito simples, mas muito agradável. Já falei também que estava procurando escola para as meninas. E estava. Ou melhor, estou. Mas coloquei esse projeto em espera. (Ai, ai, ai… Amanhã cedo marido vai ler o post e vai querer conversar a respeito!) Quero muito que uma escola perfeita caia no meu colo, mas estou curtindo tanto esses dias todos com elas que quero que demore mais um pouquinho para chegar o dia delas irem pra aula.

Tem mesmo dia que eu enlouqueço. Hoje a Marina estava IMPOSSÍVEL, por exemplo. Foi para o castigo, pelo que me lembro, 5 vezes. Todas as vezes porque bateu na Lia. Gente, de onde ela tirou isso? Ninguém bate em ninguém aqui em casa! Ela nem vai para a escola para aprender esse comportamento lá! Como assim? Ela fica brava porque quer alguma coisa que está com a Lia e PIMBA, bate na irmã! Mas é engraçado como é fase. Até 3 dias atrás a Marina estava um anjo! Um anjo mesmo! Obediente, boazinha, tranquila e emprestava tudo para a Lia. A lua deve ter mudado de fase, só pode! A bichinha está muito arisca! Hoje, depois de encher o saco de pintar, ela jogou o pincel longe! Isso depois de estragar toda uma pintura que eu e a Lia estávamos fazendo! Quem segura essa criatura?

Mas, apesar de  dias assim, eu adoro o nosso tempo juntas! Hoje resolvemos pintar! A idéia era pintar decoração para o Halloween em rolos de papel higiênico (eu sempre guardo para fazer brincadeiras com elas – antes de me mudar doei mais de 100 para a escola). E até que fizemos 3 bruxas, uma cada, e eu fiz um espantalho porque elas já tinham mudado de “tema” há muito tempo! E assim são meus dias, mesmo ir ao supermercado com elas é gostoso! Elas, apesar de também terem dia de cão, se comportam bem.

O único problema é o egoísmo. Elas estão terríveis para emprestar as coisas. E as brigas sempre são por isso. A Marina ainda empresta um pouco mais do que a Lia, mas a Lia não empresta absolutamente nada. Só depois de muita negociação, muito choro da Marina, muita mamãe e papai implorando. E mesmo assim ela empresta de bico e por muito pouco tempo. Minha explicação pra isso? 1) A Lia é a mais velha e teve um mundo só dela por algum tempo, mesmo que ela não se lembre especificamente deste tempo, acho que alguma coisa ficou gravada no disco rígido; 2) Elas se desfizeram de toooodos os brinquedos delas e só a Lia tem consciência disso. Quando vemos um brinquedo igual a algum que elas tinham a Marina diz “olha, mãe, igual ao meu” e a Lia corrige “igual ao que você tinha, né Marina? Ficou lá em Bauru, lembra?”. Então a Lia sabe que deve agarrar com unhas e dentes o que vier agora porque é tudo que lhe resta! Tadinha! A solução? A gente regateia, insiste e, muitas vezes, obriga que ela empreste, mas eu juro que eu tento compreender e antes de fazer ela entregar o brinquedo à Marina tento convencer a Marina a brincar com outro. Tenho usado muito o timer do fogão pra essas situações. Falo para elas “olha, serão 5 minutos com você e depois 5 com a sua irmã, quando o fogão apitar é pra dar pra ela, tá?”. E até que funciona, sabia?

Uma tia me ensinou a retirar o objeto da briga de circulação. E isso até que funciona. Mas a ameaça da retirada funciona ainda melhor. Retirei algumas vezes (e vez ou outra ainda retiro para elas verem que não são ameaças furadas) e digo “se não pararem de brigar por causa da Barbie que canta eu vou guardar a Barbie em cima da geladeira” – é o meu “esconderijo” de objetos momentaneamente proibidos – e elas falam “não, mãe, não, mãe” e tentam se entender.

E assim vamos. Elas se amando e se matando. A mamãe rebolando no meio. Tem horas que eu deixo elas discutirem um pouco antes de intervir. Tem horas que não, que sinto o clima já pesado e separo as duas no começo da briga. E não é difícil, em geral consegue-se distrair uma das partes. E quando não conseguimos podemos ver a Lia caindo a três metros de distância depois de levar uma de direita da Marina! Hahaha (E o interessante é que a Lia não revida! Ela grita “manhê” e, às vezes, chora – quando machuca mesmo e quando não machuca também – mas ela não bate nunca. Ou melhor, quase nunca.)

Antes que pensem que a rotina é de brigas, não é. A rotina é bem amigável e aprazível, mas como toda relação saudável de irmãos próximos em idade, temos brigas diárias sim! Infinitas vezes menos tempo de briga do que tempo que elas brincam juntas, felizmente! E, fiquem calmos, mesmo a Lia caindo a três metros de distância, o chão é acarpetado, ela não se machuca seriamente! Hehe

Fotos: Ponto de ônibus, Bryant Park, Bonecas posando para fotos (elas adoram montar tudo, fazem as poses das bonecas e me pedem para fotografar), novo cofrinho delas, mercado e fazendo arte hoje! Ah, roupas sempre escolhidas por elas!

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