Tem dia que é melhor não inventar moda

Agora que já é líquido e certo que iremos nos mudar fico pensando em todas as coisas que ainda queria fazer por aqui antes de ir embora. Muitas coisas não serão feitas, eu sei, deixaremos para uma visita (ou várias visitas) que faremos à cidade sem as crias ou com as crias maiores. Mas alguma coisa ainda dá pra fazer. Hoje resolvi inventar moda e convenci todo mundo que seria super legal patinar no gelo na pista do Central Park. A pista fica aberta de novembro a março e é enorme, palco de cenas de vários filmes, sendo o meu favorito o “Escrito nas estrelas”. E lá fomos nós…

As meninas estavam bem animadas e eu também. O Otávio nem tanto já que ele já tinha ido patinar comigo uma vez em Monte Verde e sabia, mais ou menos, como seria com elas. Eu sempre patinei no gelo, tanto nas pistas do Barra Shopping quanto nas de Brasília. Não, eu não sou nenhuma maravilha, não dou piruetas, não ando em aviãozinho, nada disso. Mas eu consigo andar um pouco, me divirto bastante e acho um programão. Então achei que seria fácil. Pobre de mim!

O passeio, primeiramente, é um passeio caro. Para irmos temos sempre que pagar pedágio e estacionamento, que de segunda a sexta é um grande montante (por 2,5 horas pagamos USD$54,00). Os quatro na pista custaram USD$80,00! Quatro entradas e quatro aluguéis de patins. Mas, tudo bem, quem está na chuva…

A Lia já saiu andando reclamando logo que coloquei os patins nela, que era muito difícil andar, etc. Isso porque ainda estávamos no piso de borracha na antessala onde se calça o maldito patins. Beleza. Chegamos na pista e? Ela travou. Ela endureceu o bracinho e agarrou-se ao murinho em volta da pista. Fui andando com ela e o Otávio com a Marina. Depois trocamos um pouco. A Marina é um pouco mais “esportista”, se assim posso chamá-la (sempre comentamos que ela será jogadora de soccer aqui e a Lia será cheerleader – uma é mais pancada e a outra mais delicada). E queria até soltar da minha mão! Mas, em ambos os casos, a graça acabou depois de 5 minutos. Queriam sair e ir embora. Assim fizemos.

Isso mesmo, caros amigos. Foram os 80 dólares mais caros da minha vida! Rs Duraram, de patins nos pés, menos de 20 minutos! Sai de lá super hiper mega frustrada. Não sei o que eu imaginava, obviamente. Vejo aquelas milhares de criancinhas andando de patins e achava que as minhas filhas teriam esse “dom”. Mas hoje resolvi parte do mistério: quase metade da pista estava reservada para aulas para criancinhas iniciantes! Por isso os americaninhos da vida demonstram tanta habilidade e colocam nós, brasileiros velhos e pouco praticantes, no chinelo!

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Agora que todo mundo já sentiu pena de mim e do meu passeio fracassado posso contar o que mais temos feito de bom! Rs Temos passado bastante tempo em casa, infelizmente. Mas as meninas até que têm se comportado bem e se divertido também. Ontem teve pintura. Pintura no papel. Pintura na mesa. E, como era de se esperar, pintura no corpo! Deram boas e gostosas risadas!

Dia desses fomos alimentar os patos novamente, fomos também em parquinhos e mais parquinhos, sempre que o tempo nos permitiu. Acho que esse final de semana também será, de alguma forma, produtivo, o frio não nos castigará tanto. Ah, fomos também levar as cartinhas para o Papai Noel! Agora elas esperam os presentes e falam neles diariamente. Felizmente a lista não aumenta, as crias já entenderam que o Papai Noel “tem que levar presente pra muita criança”! Ufa!

Elas têm estado engraçadíssimas, foférrimas e apaixonantes. Adoram escolher suas roupas. Engraçado é que a Lia está aceitando meus “conselhos” quando a combinação está esdrúxula demais, mas a Marina está na fase de escolher tudo e ai de nós se quisermos que ela use outra peça, são horas aos prantos, sofrimento profundo e, ela nos vence pelo cansaço quase sempre – sai com a roupa que quer! Em geral eu deixo, claro, mas tem o problema da roupa ser apropriada ou não para o frio e aí é que começa o problema!

E a franja dela, finalmente, está dando para prender melhor. Estamos deixando crescer e tem sido um período de “descabelada” que parece sem fim! E com o agravante que ela é teimosa e tinhosa e, se não quer que prenda naquele dia, ninguém consegue prender. Então, como vocês já notaram, ela vive com a cabeleira pra lá de bagunçada. Por que deixar crescer? Franja de cabelo enrolado é melhor longa, já que ela não vai fazer escovinha todos os dias, né? (Por mim ela não faria nunca, amo o cabelo dela do jeitinho que é) Mas ô dificuldade pra deixar crescer… Agora é me preparar, psicologicamente, para deixar a da Lia crescer também. Ela inventou essa moda e não quer mais cortar. E quando foi que eu pensei que iria escolher roupa e cabelo para as minhas filhas até elas terem, pelo menos, uns 8 anos?

 

Enviando as cartinhas para o papai noel - campanha nota 10 da Macy's! Enviando as cartinhas para o papai noel – campanha nota 10 da Macy’s!

 

Alimentando os patos perto de casa Alimentando os patos perto de casa

 

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2 pensamentos sobre “Tem dia que é melhor não inventar moda

  1. Oi , Flavia. Tenho sempre lido seu blog ,mas nem sempre tenho tempo de deixar uma mensagem. A agenda dos meus filhos é uma loucura. Aproveitando a soneca da Sofia . Quero deixar aqui nossas felicitações pela nova aventura. Temos certeza que vcs vão adora o Texas. Depois me conta o que vc achou….. Muita sorte e estaremos torcendo por vcs. Bjs , Cris

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