Road trip

13 estados. Contando o que saímos e no que chegamos foram 13 estados. Foram 2.300 milhas, ou seja, 3.700 kms. Foram vários tanques de combustível. Foram 16 noites em hotéis (contando com as 9 noites em Orlando). E foi uma aventura, afinal éramos nós dois, duas crias com 4 e 2 anos cada e um porta-malas transbordando com parte da mudança.

Começamos saindo de New Jersey na hora do almoço do dia 20/12 e seguimos para Washington, DC. Pagamos 3 ou 4 pedágios, não me lembro ao certo. Mas o total foi de uns USD$20.00. Dormimos em Arlington e fizemos algum turismo cívico no dia 21 pela manhã. Ainda na manhã do dia 21 estava um caos para sair de lá. Imagino eu que estivesse um caos para sair de qualquer cidade para qualquer cidade no planeta, já que todo mundo estava emendando para o natal. E depois de 2 horas no carro e pouquíssimas milhas andadas resolvemos parar em um shopping numa beira de estrada em Virgina e passar algumas horas até o trânsito melhorar.

Essa é uma informação super importante. Se você pretende fazer a viagem pela costa leste dos EUA saiba que passará por, pelo menos, 50 shoppings. Não é brincadeira. Cada estado deve ter uns nove shoppings próximos da estrada. Mas não se preocupe que, em momento algum, o trânsito deste shopping center atrapalhará sua viagem. Pelo contrário, ter um shopping tão perto é uma vantagem porque em todo shopping tem pelo menos dois restaurantes de rede tipo Chilli’s, Denny’s, Applebee’s, Olive Garden, Red Lobster, Outback, IHOP, fora as lanchonetes de fast food.

Uma segunda coisa são as paradas. Existem dois tipos de paradas: as com estabelecimentos comerciais e as para descanso. No primeiro modelo é uma parada com três ou quatro lanchonetes juntas (imaginem um Graal com um Mc, um Burger King, um Subway e uma Starbucks dentro) e um posto de gasolina. No segundo modelo é um lugar com vários banheiros, mesinhas, gazebos e várias vending machines (de refrigerantes, sucos, comidas, guloseimas e produtos de higiene). O que me impressionou foi que nas paradas para descanso com as vending machines não tinha gente trabalhando, segurança, nem nada do gênero. Imagino que vá alguém limpar os banheiros, claro, mas não imagino uma vending machine no Brasil disponível para quem quiser no meio da noite, no meio da estrada, sem sofrer vandalismo. Infelizmente não consigo imaginar.

E uma terceira vantagem são os hotéis. São vários hotéis pelo caminho. Na costa leste tem mais oferta, mas mesmo no sul tem bastante. E hotéis, em geral, de redes como Days Inn, Super 8, Holiday Inn, Marriot… Em cada shopping de beira de estrada, ou conglomerado de alimentação/posto  tem um ou dois hotéis.

Enfim, depois que saímos do shopping na Virginia resolvemos ver até onde conseguiríamos ir. A idéia inicial era dormirmos na Carolina do Norte e na Georgia antes de chegarmos a Orlando, mas decidimos ir direto. Foram, no total, 12 horas dirigindo. Chegamos às 4hs da manhã, mortos da silva, mas nada mais de estrada por vários dias.

Os dias em Orlando foram de muita alegria e algumas chateações, mas isso foi assunto para esse post AQUI. Só vale dizer que acabamos saindo um dia antes do planejado.

Saímos de lá no dia 31, já na hora do almoço, e não queríamos passar a meia-noite na estrada, puro simbolismo. Resolvemos então dormir em Tallahassee, capital da Florida. A cidade parece super bonitinha, gostamos muito do que vimos, gostamos tanto que resolvemos ficar 2 noites e descansar um pouco, além do que, nosso hotel em New Orleans só estava reservado a partir do dia 2. Aproveitamos que estava chovendo e que o hotel tinha piscina interna aquecida e deixamos as meninas se esbaldarem na água. Ah, o jantar do dia 31? Foi num Outback ao lado do hotel, mas antes das 0hs já estávamos, os quatro, comemorando ao lado de Morfeu! Rs

No dia 2 de janeiro fomos para New Orleans. No caminho passamos por Alabama e Mississippi. As estradas, sempre, excelentes. As paradas um pouco mais escassas e o movimento também um pouco menor, mas pensemos em escassas comparadas com a costa leste daqui, comparada com a Ayrton Senna/Dutra estavam cheias de ofertas! Hahaha

Em New Orleans pudemos beber/jantar no Pat O’Briens, comer Beignet no Cafe du Monde, andar de bonde, de charrete e passear pela Bourbon Street e o French Quarter em geral. Adoramos a cidade, uma graça, mas é para voltarmos sem crianças. Em muitos bares elas não entram e em muitos outros nós não as quereríamos frequentando-os.

Saímos de lá no dia 4 e ficamos impressionado com a diferença social da Louisiana com os outros estados. Muita simplicidade, muitas fazendas/ranchos, muitas casas bem humildes mesmo. Da Florida até aqui passamos por muito, muito pântano. Isso também foi uma novidade. Mas, mais uma vez, estradas sempre impecáveis, muitas vezes por milhas e milhas sobre os pântanos (como pontes gigantes, mas não em arco, estradas planas elevadas). E fomos parados pela polícia. Foi uma única vez em todo o trajeto. Um policial educadíssimo, pedindo mil desculpas por nos parar, multou o Otávio por estar acima da velocidade em área urbana.

Achei também muito diferente a topografia. Não vi um único morro. Foram 13 estados de planícies. Não houve uma única elevação na estrada, a não ser para passarmos em viadutos. Na costa leste tudo muito verde ou vegetação que você imagina que seja verde mas está desfolhada pelo outono/inverno. No sul do país (da Florida até aqui é sul) tudo muito seco. Pantanoso, mas seco, muito seco, nenhuma folha.

Agora o melhor de tudo, de Washington até aqui, talvez 2 mil milhas, NENHUM pedágio. Gente, pegamos estradas principais, grandes estradas, quatro faixas de cada lado, asfalto impecável, sinalização perfeita E nenhum pedágio. Isso nos impressionou positivamente de forma absurda, afinal, a cada ida a São Paulo visitar meus pais gastávamos mais de R$60,00 o trecho, nem sei quanto está hoje, e isso era o que, 190 milhas?

Viemos direto de New Orleans até Irving, onde nos hospedamos em um hotel por duas noites (ontem foi a nossa primeira noite em casa). E chegar em Irving foi uma surpresa, passamos por Dallas e a cidade fica linda iluminada, mas achamos tudo muito, muito diferente de tudo o que já vimos.

Mas, terei muitos posts para falar da nossa nova “casa”. A intenção é dar uma idéia do que é viajar de carro pelos EUA. E, pela nossa experiência, que não foi uma pouca, é facílimo, seguríssimo e muito interessante. Eu gostaria de fazer essa viagem sem ser me mudando, sem ter data para chegar porque seria mais legal ainda conhecer algumas cidades do caminho, como “Cabo do medo”(ela existe!!!), “Savannah”, “Biloxi”… Mas, fora isso, não tenho um “a” para falar. As meninas se comportaram maravilhosamente bem, não reclamaram, não choraram, não pediram para parar ou para chegar logo, a não ser algumas perguntas tipo “falta muito? Já chegou?”, mas sempre em ótimo humor. Fico feliz por estar passando para elas esse espírito meio aventureiro. Que fique para sempre.

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