Avaliação – mês 5

(Avaliação alguns dias atrasada, mas eu queria ter uns dias de adaptação para poder falar.)

Então cá estamos, instalados e, relativamente, adaptados ao Texas. Tá, eu estou parcialmente apaixonada pelo Texas, mas nós, como um todo, estamos nos adaptando. Gente, me encontrei. Hahaha (Quando o Otávio ler isso vai rir porque só ele me viu chorando há dois dias… É, chorei. Não chorei de saudades, chorei de pânico, chorei de dúvidas, chorei. Volto nesse assunto logo.)

Mas o Texas é muito legal, muito. Muito mais legal que eu esperava e, digo sem medo, muito mais legal que o nordeste dos EUA. Generalização? Claro que é, mas o blog é meu e eu generalizo o quanto quiser! Hehe O Texas é enorme, enorme. Tudo é grande nesse lugar e não é brincadeira. Já tínhamos lido a respeito e ficávamos imaginando uma ITU, meio caricata, sabe? Mas não, é tudo seriamente grande. É tudo muito plano e muito amplo. As avenidas têm (TODAS), no mínimo 6 faixas. As estradas têm 8 ou 10. E são inúmeros viadutos, viadutos daqueles que a gente vê em filmes retratando Los Angeles, aqui tem para todos os lados e em quantidades absurdas. Até nossa mocinha do GPS se confunde às vezes. Tudo é espalhado, os terrenos são enormes, as lojas são boas e as salas das escolas são espaçosas. Tudo, tudo é grande mesmo.

As pessoas? As pessoas são as mais simpáticas e amigáveis dos EUA. Todo mundo é gentil, todo mundo brinca com as meninas (em NY elas eram invisíveis), todo mundo puxa assunto, conta caso da família inteira… Adoro. Eu sou uma pessoa assim, eu elogio as pessoas na rua, em especial as crianças, mas eu falo quando gosto de uma peça de roupa de alguém. Meu marido diz que é quando dou uma de “Dona Nina”, quando vou pedir um cheeseburger e falo “eu como cheeseburger mas sem picles e sem cebola, o meu pai também come assim e a minha filha mais velha também, aliás, eu não como salada nenhuma, etc, etc, etc.”. (Ele fala isso de mim, mas foi ele quem elogiou uma camiseta de um cara no zoológico hj, né?) Mas os texanos também são assim e são uns fofos simpáticos!

Ah, e os texanos andam MESMO com chapéu e bota! Claro que nem todo mundo e nem todo o tempo, mas sempre tem alguém com chapéu de cowboy (bota acho que é todo mundo todo o tempo! Hahaha)! E, diferente do que pensávamos, poucos mexicanos, muitos indianos e muito negro. Digamos que 1/3 de loirinhos típicos de música country, 1/3 de negros, 1/6 de indianos e 1/6 de latinos. E todo mundo que a gente conversou achou “o máximo” sermos brasileiros. Aqui ainda acham o Brasil super cool! (Ah! Coitados!) Mas é porque não teve invasão de brasileiros, são poucos mesmo.

Matriculamos as meninas em uma escola fofa também. Liguei para três, mas fui só em duas (a outra não tinha vaga). E pronto, não vou mais ficar procurando pelo em ovo e vou acreditar na minha avaliação. A escola é pequena, só tem crianças até 5 anos (desde 6 semanas, olha que dó!), deve ter um total de 60, mas não é pequena de espaço. É térrea, é espalhada, tem um bom parquinho e eu gostei. Não tem muitas paredes internas, só as duas salas dos bebês, a cozinha e os banheiros são com paredes, o restante é dividido por meia parede e a parte de cima é de acrílico/vidro. Achei legal, clara. Adorei a diretora. E pronto: começarão na segunda-feira, torçam por nós!

E, voltando, eu chorei. Chorei porque sentimos mais essa mudança do que a saída do Brasil. Foi um mudança cansativa. Chorei porque estava conversando com o marido sobre preços das escolas, sobre escolas em geral e a Lia vira e fala “eu não sei qual escola eu vou, mas eu quero fazer ballet!”. Mas e o dinheiro para o ballet cadê? Jesus, daremos um jeito. Chorei porque estávamos ainda falando com elas que a escola será bem legal, que farão amigos e a Marina vira e fala “Será que a Dani vai estar nessa escola?”. Dani era a professora em Bauru – adorada por todos nós aqui de casa. Chorei porque pela primeira vez eu fiquei em dúvida se fizemos mesmo a melhor escolha. Deveríamos ter saído do Brasil? Será que elas não estariam melhor onde estavam?

Eu chorei e eu respondo. Estariam. Claro que estariam. Estariam no conforto delas, com os amiguinhos, a escola, a empregada, a casa, as cachorras, a família perto. Estariam. Mas, ao mesmo tempo (é aí que a coisa se complica), acho que o tempo que elas têm com a gente aqui é impagável e os ganhos em geral serão muito maiores e compensatórios. Acho que a experiência é maior e melhor que estar confortável. Acho que a adaptabilidade que essas mudanças causam nelas é valiosa. Acho muito mais coisas positivas na nossa vinda que negativas. Mas ainda assim eu chorei. Foi a primeira grande baixa que eu tive e espero, mesmo, que seja a última.

Enfim, o Texas é tudo de bom, o Texas me agradou em cheio, o Texas já conquistou meu coração. Achamos ótimos mercados, alguns bons shoppings (um outlet da rede do Sawgrass me encheu os olhos), restaurantes para todos os lados. Achamos um Chuck E. Cheese gigante (isso é importante) e um restaurantezinho brasileiro barato, pertinho de casa e com lojinha de produtos brasileiros. Achamos o estádio do Dallas Cowboys, o ginásio do Dallas Mavericks, o Six Flags e outras diversões a poucas milhas. Achamos, achamos, achamos. E tudo isso faz o Texas ser cada dia mais querido por todos nós. Oba.

Parquinho público aqui perto

Parquinho público aqui perto

Minha Barbie bailarina

Minha Barbie bailarina

Meu trio favorito no mundo

Meu trio favorito no mundo

Amei essa foto da Minnie observando as flores

Amei essa foto da Minnie observando as flores

Adoraram o rain forest cafe

Adoraram o rain forest cafe

Trenzinho dentro do shopping

Trenzinho dentro do shopping

Nosso condomínio ao fundo

Nosso condomínio ao fundo

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