Brasil, meu Brasil brasileiro….

Quem quer saber como estamos no Brasil levanta a mão! Quem está curioso sobre a nossa volta diga eu!

É. Pois é. Cá estamos. Já são 45 dias de Brasil na veia. 45 dias de família, família e mais família. Bom? Claro que sim. Muito bom. Maravilhoso. Sensacional. Mas, obviamente, nem tudo são flores.

Primeiro as coisas boas. E são muitas, muitas coisas boas.

As meninas estão super bem, super felizes, super super super.

Comem muito bem, e quando eu digo muito bem quero dizer que já engordaram perto de 1kg cada. Quero dizer que a Lia come pratos com tudo o que tem na mesa, isso inclui salada, arroz, feijão, carne e legume. Pode parecer normal para você, caro leitor, mas quem me acompanha sabe que eu estava sofrendo com a comilança desregrada e pobre delas nos EUA. A Marina ainda não está no nível da Lia, mas come carne, arroz, batata, massas, frutas e experimenta um legume, um feijão, um prato diferente quase diariamente (nem sempre feliz da vida).

As meninas brincam loucamente com outras crianças. Isso inclui, basicamente, os primos e outras crianças que encontramos pelos parquinhos. Adoram. Viram molecas mesmo. E a gente baba! Nesses momentos não temos a menor dúvida do quanto valeu a pena ter voltado.

As meninas grudaram nos avós. Seja aqui na casa dos meus pais, seja na casa dos meus sogros, elas se divertem horrores. Brincam muito. Dormem junto. Querem só ficar com eles. Elas não dão descanso aos “velhinhos” e eles parecem estar adorando, claro!

O tempo aqui é maravilhosamente quente e gostoso. Nadamos muito, brincamos muito ao ar livre e nada de se entupir de casaco. Nos últimos dois dias deu uma bela esfriada, mas ainda assim dá pra ficar de legging e camiseta e brincar do lado de fora o dia todo. E poder brincar nos parquinhos, “explorar” os jardins dos vizinhos, jogar bola na frente de casa, é uma sensação quase impagável. Mais uma vez você, caro leitor, vai achar a coisa mais banal do mundo, mas para quem ficou enfurnada em casa por meses devido ao frio, não é.

Nós passamos horas e horas conversando com nossas famílias. E isso é das coisas mais preciosas da vida. Horas conversando, contando casos, conversando sobre a última notícia, assisitndo ao jogo do Mengão, vendo novela juntos… Não há telefone, skype, whatsapp ou facetime que se compare ao estar junto.

Mas, obviamente, estar de volta tem alguns percalços.

O maior deles é estarmos, ainda, indefinidos. Marido ainda não está trabalhando, tem participado de algumas seleções, mas ainda não tem nada concreto. Por isso ainda não nos “estabelecemos”, estamos passando um tempo na casa dos meus pais e um tempo na dos meus sogros. E não ter casa nos leva a não matricular as meninas em escola nenhuma por não sabermos onde moraremos. E não ter trabalho, não ter casa, não ter ocupação nos leva a uma agonia e a um tédio que, em vários dias, nos leva à proximidade da loucura! Rs

Estar na casa dos pais (sejam os meus ou os dele) tem a enorme vantagem de não estarmos gastando nada, o que é uma bênção já que também não estamos com renda. Tem a enorme vantagem de nos ajudarem com as meninas, de podermos descansar bastante, de termos companhia constante. Tem também algumas pequenas desvantagens, mas são tão pequenas que nem precisamos mencionar!

A volta foi, sem dúvida, a melhor escolha. Eu, na maior parte do tempo, não me arrependo. Acho até que, no longo prazo, não me arrependerei de forma alguma. Mas já tive uns poucos momentos de baixa…

O primeiro deles foi dentro de uma loja de brinquedos. Eu estava na RiHappy com marido e filhas quando tive que sair da loja porque não consegui me conter e chorei. Chorei de pena de tudo que abrimos mão nos últimos meses. Eu via os brinquedos que elas já tiveram e imaginava quanto tempo demoraremos para poder comprá-los novamente. Foram muitas “perdas” materiais, abdicamos de muita coisa em tão pouco tempo. Quando fomos para os EUA doamos bastante coisa com o pensamento que compraríamos novas coisas lá que voltariam conosco. Quando voltamos para o Brasil tivemos, novamente, que deixar a maior parte das coisas lá. Eu não aguento mais abrir mão das nossas coisas!

— Vale um adendo: Vocês acreditam que eu fui com 8 malas para os EUA e voltei com 9? Isso mesmo, morei no país do consumismo, tive acesso a tudo do bom e do melhor por preços inacreditáveis e só aumentei 1 volume na bagagem? Eu nunca vi nada parecido. Como não tivemos direito a mudança acabamos deixando tudo lá. Tudo. E no fim do empacotamento eu surtei. Fiquei ar-ra-sa-da de ter que abrir mão de tanta coisa. Eu não sou uma pessoa apegada, não mesmo, mas a gente tinha vida de estudante lá e tudo o que compramos era tão precioso para nós que me doeu deixar para trás. Doeu muito. —

Eu sei que, aos poucos, nossa vida estará nos eixos. Eu sei que as meninas terão brinquedos super legais (além dos que conseguimos trazer). Eu sei que teremos tudo o que precisarmos. Claro que eu sei. Eu sei também que recomeçar tem um lado super legal e gostoso, de comprar tudo novo, de começar do zero, de dar a cara que quisermos. Eu sei. Mas, neste momento, me dói não termos a vida que tínhamos, não ter o nosso canto.

Naquele momento na RiHappy eu acho que sofri mais por ter ido do que por ter voltado. Sofri por ter deixado no Brasil uma vida tão certinha, tão encaminhada. Mas, como eu disse, foi um dos momentos de baixa. E, garanto, são muito, muito poucos. Estar com todo mundo, ver as meninas felizes, leves, sorridentes, é impagável. Ter ido pros EUA proporcionou uma enorme aproximação minha e do marido. Nós meio que já vivíamos para a família (não somos dos mais sociáveis em termos de viver com amigos), mas essa temporada fora intensificou a nossa amizade, nossa cumplicidade, nosso companheirismo de uma maneira que acho que só muuuuuuitos anos de casados proporcionam. Eu vivo falando isso pra ele, que a melhor coisa da nossa ida foi o nosso casamento. E, só por isso, já valeu muito a pena! Melhor que qualquer terapia de casal!

Agora estamos começando a pensar em fincar raízes. Já vimos algumas casas, já estamos sondando escolas, a Marina já até fez uma aula experimental de natação. Mas ainda é uma sondagem. A gente quer ter um pouco mais de certeza. Ao mesmo tempo a gente não quer morar temporário por muito tempo mais. Por melhor que sejam os nossos pais, e eles são per-fei-tos, queremos a nossa casa, nossa rotina, recomeçar a nossa vida.

Esperemos pelos próximos capítulos.

P.S.: fotos de desde q chegamos. Já teve Guarujá, piscina, Mundo da Xuxa… ô vida boa!

 

 

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